O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Jr., fez referência à “democracia corinthiana” e ao seu papel de “preservar os valores históricos do clube” ao defender o processo de impeachment do presidente Augusto Melo em entrevista ao programa Domingol com Benji, neste domingo (26).
“Como presidente do Conselho Deliberativo, eu tenho que preservar a imagem do Corinthians. Tenho que ser democrático e defender a democracia corinthiana. A nossa democracia, a nossa história, de tantas lutas. O Corinthians que se insurgiu contra a ditadura, que lutou pelas Diretas”, declarou ao justificar a necessidade do processo.
Segundo Tuma, a destituição de Augusto Melo foi solicitada pelos conselheiros após entenderem que suas ações prejudicaram a imagem e as finanças do clube. Para o presidente, um dos principais pontos de tensão foi o patrocínio firmado com a empresa Vai de Bet, que acabou rescindido em meio a suspeitas de irregularidades no contrato.
“Os conselheiros entendem que foi o presidente (Augusto Melo), por ação ou omissão”, completou. “O estatuto determina os prazos e os ritos. Ele teve direito a defesa, a comissão de ética fez um parecer e agora tem que ter o julgamento no Conselho”.